É em Lisboa que se encontra a essência lusitana em termos de cultura, culinária, hábitos e história. Localizada à margem do rio Tejo, a capital portuguesa se destaca por ser charmosa e encantar a todos que a conhecem.
A Lisboa que hoje podemos percorrer é resultado de um incidente natural muito marcante na história da cidade. Um terremoto, seguido de um maremoto, devastou grande parte das construções em 1755, especialmente a zona mais baixa. Passado o tempo, um ilustre cuidou de refazer a cidade: Sebastião José de Carvalho e Melo, ou, como ficou marcado para a história, Marquês de Pombal, figura pública carismática.
O resultado é uma cidade que se refez, mas manteve sua força e história em novos detalhes.
Um local especial para iniciar o passeio por Lisboa é o bairro de Belém, um importante ponto para entender a bela história da Era dos Descobrimentos. Afinal, era dali que saíam as embarcações portuguesas em busca de novos mundos e riquezas. Por lá, estão grandes obras e monumentos que refletem tais tempos, começando pelo Padrão dos Descobrimentos, obra original de 1940, mas reconstruída na década de 60, por ocasião da lembrança dos 500 anos da morte do infante Dom Henrique.
Em outro ponto está um grande cartão-postal de Lisboa, a Torre de Belém. Foi erguida por dom Manuel I, entre 1514 e 1520, à beira do rio Tejo, margem norte, para proteger a entrada da cidade. Chama atenção o estilo manuelito empregado na obra.
Ainda em Belém, está o Mosteiro dos Jerónimos, considerado por muitos como o apogeu da arquitetura manuelina. A obra fora iniciada em 1501 ou 1502 (não se sabe exatamente, segundo o site do patrimônio cultural) e finalizada quase 100 anos depois. Hoje, o local guarda os restos mortais do navegador Vasco da Gama e de outro ilustre, Luís de Camões, poeta nacional de Portugal, além de uma beleza arquitetônica única.
Tanto a Torre de Belém quanto o Mosteiro dos Jerónimos são considerados patrimônio Mundial da UNESCO.
No bairro de Belém ainda há uma guloseima a ser degustada. Nada melhor do que começar pelo ícone que já dá água na boca só de lembrar: o Pastel de Belém, um tipo de pastel de nata. Percorrendo as ruas de Lisboa, nota-se que muitos estabelecimentos oferecem a iguaria. Porém, existe uma loja que ganha destaque por levar o nome do famoso doce e por sua longa dedicação a oferecer a delícia aos moradores e turistas. Na verdade, o doce é vendido por lá desde 1837. Logo a fama pegou e ela perdura até os dias de hoje, sendo que a receita segue à risca a original.
Por falar em delícias, a cultura viva e preservada de Lisboa permite conhecer outros grandes ícones de Portugal. O bacalhau é exemplo. Era um tipo de comida barata e de fácil conservação, por isso, faz parte da história da Era das Navegações. Posteriormente, esse tipo de iguaria, que consiste em peixe conservado em sal, foi incorporado à culinária portuguesa de maneira especial. Saboroso, melhor ainda se puder ser apreciado na companhia de um bom show de fado.
A palavra Fado tem origem no latim e significa “destino”. Suas letras falam saudade, tristeza e anseio – por algo perdido, mas sempre desejado. Impossível passar por Lisboa e não conhecer o tão tradicional fado português, até mesmo pelo fato do estilo musical ser considerado com Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Uma das paradas importantes da cidade é no Parque das Nações e sua majestosa arquitetura contemporânea. O espaço decorre de uma requalificação urbanística e ambiental que surgiu especialmente para a Expo ’98 e logo se tornou um grande sucesso para a região. Até então, ali era uma zona industrial e sem muitos atrativos. Hoje, abriga espaços interativos que são sucesso entre os moradores de Lisboa e ainda mais entre os turistas. Um passeio livre permite conhecer as particularidades. Contudo, certamente, o maior destaque do Parque das Nações está no fantástico Oceanário de Lisboa, que atrai os olhares de crianças de todas as idades. A experiência já começa no lado de fora, quando o piso do entorno é formado por pequenas pedras, estilo recorrente nas ruas portuguesas, em formato de animais marinhos. O projeto saiu das mãos de Peter Chermayeff e impressiona a diversidade de peixes e seres aquáticos.
Seguindo pela capital, percorrendo as suas ruas é possível se deparar com a bela arquitetura e detalhes únicos. Grande exemplo está nos já consagrados azulejos, que podem ser observados em fachadas de prédios e casas. Tamanha é a representatividade que existe um local dedicado exclusivamente para esses objetos. Por lá, encontra-se painéis, azulejos e fotografias que traçam a evolução da fabricação das peças.
Passear por Portugal sem se deparar com um grande castelo parece ser impossível. E Lisboa prova essa característica. No bairro de Alfama, no alto de uma colina, existe o Castelo de São Jorge. Este local, que pode ser contemplado desde a área mais baixa da cidade, foi construído pelos muçulmanos em meados do século XI. Após a conquista de Lisboa, em 1147, até o século XVI, o castelo teve seu período de maior destaque. O nome do castelo é uma homenagem ao santo, São Jorge, obviamente, padroeiro das cruzadas e do exército.
Muitos outros são os atrativos de Lisboa. Não deixe de caminhar pela Praça do Comércio, passeie pelos bondes que passam pelo local, suba no Elevador de Santa Justa, pois vista é maravilhosa. Importante dizer também que o elevador foi construído na virada do século 19 para o século 20 pelo arquiteto francês Raoul Mesnier du Ponsard, todo em ferro e decorado com filigrana rendilhada.
Lisboa também possui muitas praças, teatros e museus, conforme as fotos nos mostram. Porém, tem muito mais do que isso. Aventure-se pela cidade, pela região central e bairros, descubra pontos interessantes e fuja do que é apenas turístico, pois a capital portuguesa é especialmente rica e multicultural, oferecendo uma mistura de história, cultura e lazer.
Fotos: 2013
Texto: 30 de agosto de 2020
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