Ilha de Páscoa

Mistério, história e rica cultura resumem essa ilha

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Prepare-se para conhecer um lugar mágico, com história e pedras gigantes e misteriosas. Basta conhecer cada cantinho dessa encantadora localidade chilena para saber que os mistérios estarão viajando com você.

A Ilha de Páscoa está localizada entre a Polinésia Francesa e o Chile. Saindo da capital Santiago, são cinco horas de voo até o destino.

O nome desta ilha se explica pelo fato de ter sido descoberta pelos navegantes ocidentais liderados por Jakob Roggeveen no domingo de Páscoa no ano de 1722. Ela é uma das pontas de um triângulo imaginário formado também pelo Havaí e Nova Zelândia, território conhecido como Oceania Remota. A posição privilegiada garante um pôr do sol que encanta e pode ser contemplado de qualquer parte da ilha.

A Ilha de Páscoa também é conhecida como o Umbigo do Mundo. Os Rapa Nui utilizavam essa expressão por acreditarem que viviam realmente no centro do universo. Anos mais tarde, os povos dessa civilização chegaram ao fim devido a uma série de guerras entre eles próprios. O elevado número de lutas fez com que toda a população antiga da ilha se autodestruísse. Restaram somente 111 representantes naturais das tribos (informação obtida em 2013).

Com cerca de 160 km², a Ilha de Páscoa tem a facilidade do trânsito livre por toda a sua área. Pode-se caminhar livremente sem a preocupação com animais peçonhentos ou limites de propriedade. Um detalhe importante é que se vê pouco de cidade com movimento de moradores. Dos turistas, poucos brasileiros e muitos europeus. O que pode ser explicado pelo custo elevado de uma viagem até a Ilha de Páscoa.

Um dos primeiros e mais importantes passeios na Ilha de Páscoa é pela Fábrica de Moais. Era de lá que as pedras eram retiradas e esculpidas até se transformarem nos históricos gigantes: os Moais; que são estátuas de pedra gigantescas, de 4,5 a 6 metros de altura (parte aparente) e de até 27 toneladas. Muitos Moais estão espalhados pela ilha. Alguns arrumados e realocados e outros mantidos conforme localizados.

Os Moais possuem importância na cultura do local. Uma prova disso é o Posto dos correios, que está localizado no centro da ilha. Eles carimbam o passaporte dos turistas com o símbolo dos Moais, uma forma oficial de registrar a passagem pela Ilha de Páscoa. Ao contrário do que muitos imaginam, os Moais pouco fazem referência a deuses. Eles eram o retrato do rosto do próprio homem.

Muitas são as lendas que envolvem aqueles que são o último legado do primeiro povo que esteve na ilha. A antiga civilização Rapa Nui encontrou na pedreira Rano Raraku o tipo de material perfeito para criar o Moai. A rocha era maleável e poderia ser esculpida com outras pedras mais resistentes. Uma das táticas da guerra entre os povos Rapa Nui era destruir o Moai do inimigo. Afinal, o gigante de pedra tinha o objetivo de representar o poder na tribo através do tamanho e das feições.

O clima de magia sentido pelos turistas na Ilha de Páscoa muito passa por essa cultura antiga dos Rapa Nui e ainda viva através dos Moais. O que essa civilização viveu e como se destruiu em si através de guerras por poder e ganância. Claro, muito se fala que condições climáticas também tiveram sua importância.

Perto da Fábrica de Moais estão alinhados quinze gigantes de pedra. A estrutura conhecida como Ahu Tongariki, foi reconstruída em 1996 por uma fábrica japonesa com o objetivo de mostrar aos visitantes como os Moais eram antes de serem derrubados. É um dos cartões-postais mais famosos da Ilha de Páscoa e é o maior monumento de todo o Pacífico Sul.

Mesmo se tratando de uma Ilha, o local possui pouca praia com faixa de areia. Isso pode ser explicado pelo fato de que o solo é predominantemente vulcânico e poroso. A Ilha de Páscoa possui somente duas praias: a Anakena e Ovahe.

A Praia de Anakena guarda também, além de sua beleza, Moais. Chama a atenção aqueles que possuem o Pukao, uma espécie de chapéu vermelho que representa o cabelo dos ancestrais amarrados em forma de coque. Os chefes dos povos usavam o cabelo comprido e o amarravam em algo parecido com uma coroa.

A Ilha de Páscoa, como já dito, é predominantemente vulcânica. Erupções deram origem ao local há milhões de anos e em épocas diferentes. No entorno da ilha, existem morros de espuma da lava, um tipo de pedra mais mole e diferente do restante do território. A Ilha de Páscoa possui três vulcões inativos: Rano Raraku, em destaque, Rano Kau e Po Ike. Também conhecidos como dormentes ou adormecidos, esses vulcões são considerados aqueles que estão fora de atividade, mas que poderão, por ser a natureza imprevisível, mostrar sinais de perturbação e entrar em erupção algum dia.

Ainda hoje, é claro o quanto a cultura dos Rapa Nui se desenvolve na Ilha de Páscoa e uma viagem até o local nos aproxima das particularidades desse povo. Um dos passeios imperdíveis por lá é o que combina o jantar com apresentação da dança Rapa Nui. O show é muito interessante e a comida típica servida chama a atenção desde a preparação: folha de bananeira e terra por cima no forno antigo e natural. O resultado é um jantar muito saboroso e com direito a se sentir um Rapa Nui por uma noite.

A cultura aflora de diversas formas, observe nas fotografias a pintura rupestre de dentro de uma das cavernas no entorno da Ilha de Páscoa. A administração do local pretende cobrar algum valor de entrada nessas cavernas (ou até proibir visitação), uma forma de restringir a circulação daqueles que não sabem aproveitar o espaço sem causar impactos à natureza e a história do local. Lamentável, mas que sabemos que infelizmente ocorre.

A imensidão do mar chama a atenção. Afinal, a Ilha de Páscoa se trata de uma das áreas habitada mais remota do mundo, a porção de terra que está isolada, quase 3700 quilômetros da costa Chilena. Possui a beleza de ter ao redor as águas limpas e cristalinas do Oceano Pacífico. Vale um mergulho para contemplar os segredos da ilha chilena. No fundo do mar, cerca de 20 metros, está o único Moai submerso do local. Vale dizer que não é um Moai verdadeiro, mas construído para ser atração turística. O curioso é a vida marinha, que pouco se manifesta ao longo do passeio pelas águas do límpido mar, pelo menos, quando do mergulho, foi a realidade que se apresentou.

Quatro dias de viagem bastam para conhecer a Ilha de Páscoa. Com tamanha cultura histórica e beleza natural, o respeito deve desembarcar junto com os turistas nesse local de importância para os chilenos e para o mundo. Quem tem a oportunidade de ir, tem que se sentir um privilegiado por viver efetivamente a cultura dos Rapa Nui.

Uma dica sobre o passeio é que os valores das refeições e das bebidas podem trazer surpresas indesejadas para o orçamento da viagem. É interessante contratar um serviço de meia pensão, onde o café da manhã e a janta estão incluídos no valor da diária do hotel.

Conheça e não se arrependa! A Ilha de Páscoa com seus gigantes de pedra irá roubar o seu coração.

Fotos: Novembro de 2013

Texto: 19 de janeiro de 2019

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