Quem desembarca em Berlim, logo nota que a história e memória são elementos ainda vivos pelas ruas e nos principais pontos turísticos da cidade. Muitos são os pontos que não devem ser perdidos pelas pessoas que visitam a cidade. Eis os principais.
O Portão de Brandemburgo, por exemplo hoje representa a unificação de Berlim. A estrutura, inaugurada em agosto de 1791, tem 26 metros de altura e foi pensada à semelhança do Parthenon grego. Esse mesmo portão, que por anos pertenceu ao lado oriental de Berlim, foi atravessado por diversas tropas, desde Napoleão até Hitler. Além disso, Brandemburgo é um símbolo da prosperidade alemã e atualmente é palco de diversos eventos, como réveillons, maratonas e desfiles de moda.
Em outro ponto da cidade, está o importante Muro de Berlim. Este foi um marco na história mundial, que segue vivo mesmo após a queda. Criado em 1961 e com muitos quilômetros de extensão, o bloqueio de concreto tinha o objetivo de dividir não somente Berlim ao meio, mas também o próprio mundo. Durante 28 anos, capitalistas e socialistas permaneceram em lados distintos do muro. Desde o ano da queda (1989) até os dias de hoje, partes da estrutura seguem intactas e receberam intervenções artísticas.
Um detalhe que chama a atenção de todos que circulam pela cidade de Berlim é que a divisão histórica entre os lados socialista e capitalista é muito clara. Até mesmo as formas de construção são muito diferentes entre elas. Outro exemplo fica por conta dos bonecos do semáforo. O homenzinho de chapéu é conhecido entre os alemães como Ampelmännchen e é muito respeitado pela população da cidade. Nas fotografias, estão registrados os presentes no lado socialista da antiga Berlim Oriental.
A capital alemã também guarda um importante marco para a memória histórica da humanidade. O Memorial ao Holocausto faz homenagem aos judeus perseguidos e mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Foi projetado por Peter Eisenmann e inaugurado em 2005 com o intuito de estimular o pensamento crítico e não deixar esse fato histórico cair no esquecimento dos alemães. O quarteirão ondulado guarda 2.711 monólitos de pedra.
A Catedral de Berlim ou Berliner Dom é um dos pontos da cidade que não podem ser deixados de lado. A atual estrutura neobarroca data de 1894 a 1905 e o projeto pertence a Julius Raschdorff. O domo central possui 98 metros de altura. O interior da Berliner Dom possui como arquitetura dominante o neobarroco. Uma dica interessante é subir até o topo da cúpula e apreciar a vista imperdível da cidade de Berlim. A subida não é fácil, mas compensa pelo visual.
A famosa Torre de Televisão de Berlim foi construída por um grupo de arquitetos em 1969 seguindo os conceitos de Henselmann e Jörg Streitparth. Ela mede 368 metros, é a estrutura mais alta da cidade e a segunda da Europa. A torre representa a antiga Alemanha Oriental e se tornou um símbolo da cidade reunificada. Também conhecida como Fernsehturn entre os alemães, a Torre de Televisão guarda no topo um Tele-Café. Nada mais é do que uma cafeteria que possui a particularidade de ser giratória. Enquanto se toma um café, pode-se observar os encantos de Berlim do alto em um giro completo de meia hora.
O Estádio Olímpico de Berlim foi construído por Hitler para sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 1936. O Olympiastadion, em alemão, foi desenhado pelo arquiteto Werner March e as obras duraram dois anos. O estádio também recebeu jogos da copa do mundo de 1974 e 2006.
Em outro endereço, está a Gendarmen Platz, considerada a praça mais bela de Berlim. Por lá, encontramos importantes prédios da capital alemã: a catedral Französischer Dom e a sala de concertos Konzerthaus. A primeira foi erguida entre 1701 e 1705 por Louis Cayart e Abraham Quernay, seguindo o projeto arquitetônico da igreja huguenote destruída na França. Ganha destaque a torre cilíndrica e maciça, envolta por pórticos coríntios na base. A plataforma temporária proporciona uma vista deslumbrante de Berlim a 66 metros do chão. Já a sala de concertos é uma das maiores realizações do arquiteto Karl Friedrich Schinkel, entre 1818 e 1821. Após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, a sala de concertos foi refeita e a fachada assumiu a forma original.
Outro ponto muito interessante e simbólico da cidade é o imponente prédio do Reichstag foi construído para abrigar o Parlamento alemão. Esse prédio possui a admiração dos alemães devido ao espírito otimista captado. A última obra de reconstrução que aconteceu no Reichstag teve o comando de Norman Foster, renomado arquiteto inglês, que transformou o prédio em um moderno plenário.
Não podemos esquecer também que Berlim tem uma ilha com diversos museus e ela foi tombada como patrimônio da humanidade. A Museumsinsel – ou Ilha dos Museus, em tradução livre – é cercada pelo Rio Spree e possui cinco museus grandiosos. Entre as opções oferecidas na Ilha dos Museus, encontramos cinco tipos: Museu Pergamon; o Altes Museum, com o maior acervo do planeta de arte da antiga Grécia, Roma e Etrúria; o Neues Museum; o Alte Nationalgalerie, ainda conhecido por muitos como Galeria Nacional e o Museu Bode.
Se você pretende andar de trem, ou se quiser pelo menos conhecer, é Berlin Hauptbahnhof é a estação central de trem da cidade e a maior de interseção da Europa. Ela foi projetada pelo arquiteto Meinhard Von Gerkan e está em funcionamento desde 28 de maio de 2006.
As pontes de Berlim guardam algumas particularidades artísticas. O rio Spree e os canais da cidade possuem essas passarelas. Muitas delas foram projetadas e decoradas por arquitetos e escultores famosos. A ponte Oberbaum, datada de 1895, é um grande exemplo. É por ela que o trem metropolitano atravessa. Vale o destaque para o excelente sistema de transporte público de Berlim.
A capital da Alemanha reconstruiu sua história e hoje é conhecida como uma das metrópoles mais alternativas e liberais do mundo. Porém, tanta liberdade não anula o que é certo. A população natural da cidade leva rigorosamente a sério a ideia de ser comprometido com o que é correto. Se a sinaleira está fechada para o pedestre, por exemplo, e como acontece em toda a Alemanha, ninguém atravessa a rua, mesmo se nenhum carro está passando. Por lá, fazer o certo é visto com bons olhos por todos. Assim é Berlim, uma mistura de interesses que fazem da cidade algo único. Sejam pelos pontos turísticos, legado histórico ou exemplo de qualidade de vida, Berlim nos mostra que ainda cai bem fazer o certo. Descubra essa belíssima cidade em uma passagem demorada pela capital.
Fotos: Abril de 2015
Texto: 14 de janeiro de 2019
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