A chegada a Santiago reserva uma vista imperdível e é um dos pontos altos da viagem. Para os que chegam de avião, vale acompanhar pela janela a enorme cadeia montanhosa que forma a Cordilheira dos Andes, sendo ela a maior do mundo em comprimento. Com enorme extensão, a Cordilheira dos Andes ocupa o território de seis outros países além do Chile. Uma vista que chama a atenção pela exuberância!
Santiago possui diversas praças espalhadas pela cidade. Porém, a mais importante delas é a Plaza das Armas. Ela é um dos pontos centrais da capital chilena e também é conhecida como o marco zero. Afinal, fora criada em 1541, no mesmo ano em que Pedro de Valdívia fundou a cidade de Santiago. Plaza Mayor foi o primeiro nome que recebeu nos tempos mais antigos, também e possui diversas construções de grande importância no entorno, mesmo que mais recentes: a Catedral, os Correios, a Prefeitura e o Museu Histórico Nacional.
A Catedral de Santiago merece destaque por ser a quinta edificação erguida no local, em 1748, mas considerada concluída apenas em 1800, com a conclusão das torres. A arquidiocese, que tem sede na catedral, está ligada ao Palácio Arcebispal, sendo ambos nomeados como Monumentos Nacionais do Chile. Possui uma riqueza de detalhes tanto internos quanto externos. Os vitrais, imagens de santos, lustres e a própria fachada merecem atenção. Perto dali está o prédio dos Correios, que chama a atenção pelo fato de que já serviu como residência dos governantes do Chile, até a transferência definitiva para o Palácio La Moneda.
Atualmente, a Plaza das Armas possui diversas bancas de pintores, atividades artísticas e manifestações populares. O local possui ainda muitas árvores, flores, estátuas e monumentos.
Não muito longe, cerca de 500 metros, está o Mercado Central. Localizado do centro da cidade e reúne bancas e restaurantes de frutos do mar saborosos. A construção 1872 é um dos principais pontos da cidade de Santiago e guarda uma enorme variedade de pratos típicos chilenos. Uma das especialidades dos restaurantes do local é o centoulla, um tipo de caranguejo muito apreciado na região. Não deixe de circular por entre os corredores do Mercado Central para conferir os balcões repletos de peixes e demais frutos do mar, além de frutas e também souvenirs. Ah, não deixe de provar o ceviche. É sensacional!
Na saída do Mercado Central, podemos ver o Monumento a Las Glorias Navales. A escultura relembra a Batalha Naval de Iquique.
Seja um exímio conhecedor de vinhos ou não, existem encantos para todos no passeio pela vinícola Cocha Y Toro. A sede fica na comuna de Pirque, mas é um dos destinos principais das pessoas que visitam Santiago e apreciam um bom vinho. A casa onde viveu o fundador Don Melchor Concha Y Toro é uma das paradas. Visitar a vinícola nos proporciona conhecer alguns detalhes importantes, como as parreiras que são plantadas em uma região seca e que passam por um estresse hídrico, sendo irrigadas em um sistema de conta-gotas durante a produção. Isso gera uma uva menor, com pouca água, muita casca e de sabor concentrado e perfeito para o vinho. Dentre os inúmeros tipos de uvas que se encontraram por lá, está uma da qual o Chile é especialista: a Carménerè, que se adaptou bem ao clima e ao solo da região.
Vegetação rica, monumentos variados, estátuas e fontes formam os atrativos do famoso Cerro Santa Lucía. O inusitado local é formado por andares, todos interligados por rampas e escadarias. O destaque do primeiro andar fica por conta da fonte Terraza Neptuno. A praça Pedro de Valdívia forma um dos andares do cerro Santa Lucía, entre árvores, estátuas e pedras. Além disso, a visão que se tem da cidade é outro atrativo ao longo da caminhada.
Outro cerro que merece destaque é o San Cristóbal, pois possui uma vista privilegiada de Santiago. É possível subir pelo funicular, uma espécie de bonde. A viagem possui duas paradas. A primeira no zoológico e a segunda no topo do morro. A Estátua de La Virgen, de 14 metros de altura e com o pedestal de 8,3, está no ponto mais alto do Cerro San Cristóbal, de braços abertos para receber a todos e também abençoar a Santiago.
Perto dali está um dos três endereços diferentes pelo país onde o poeta chileno Pablo Neruda morou. Após sua morte, em 1973, todas elas se tornaram museus. Uma delas é a La Chascona, localizada no bairro Bellavista, em Santiago. Atualmente, a antiga residência abriga a Fundação Pablo Neruda e está aberta ao público. Por lá, encontramos os objetos pessoais do poeta.
Na cidade também há o Costanera Center. Um complexo que possui um prédio envidraçado de 300 metros de altura e é o arranha-céu mais alto do Chile e também da América Latina.
Palco de importantes movimentações políticas do Chile, o Palácio La Moneda é parada obrigatória na passagem por Santiago. Inicialmente, o prédio, inaugurado em 1805, servia para abrigar a Casa da Moeda. Hoje, o local serve de sede para a Presidência da República e demais órgãos do governo. Após a visita, recomenda-se a leitura de “A aventura de Miguel Littín clandestino no Chile” de Gabriel García Márquez. Será uma excelente experiência.
Bem ao lado do Palácio La Moneda, em uma esquina, está o prédio da Intendencia de La Región Metropolitana. A fachada diferenciada e a preservação do local chamam a atenção de quem passa.
O Museu Nacional de Bellas Artes, por sua vez, é um dos mais antigos centros culturais da América Latina, fundado em 1880. No interior, encontramos o vasto patrimônio artístico. Pinturas do mundo inteiro, esculturas chilenas, biblioteca especializada em artes visuais, exposições temporárias e atividades culturais diversas justificam o Bellas Artes como um dos pontos de passeio mais importantes do Chile.
A Biblioteca Nacional de Santiago chama atenção de longe. O prédio ocupa toda uma quadra na região central da cidade e não é por pouco que tem destaque na América do Sul. Inaugurada em 1925, a biblioteca guarda milhões de títulos.
A fusão entre arte religiosa e colonial é uma das características da igreja de São Francisco. A primeira igreja data de 1575, mas fora destruída por um terremoto, assim como outras posteriores. A que hoje se contempla, fora construída em 1857.
No circuito central também está o parque com esculturas de artistas nacionais e internacionais: o Parque de Las Esculturas. O local reúne cerca de 40 esculturas diversas: bustos, animais mitológicos e demais obras de arte produzidas em vários tipos de materiais. O parque também é muito bom para descansar das caminhadas por Santiago nos gramados e bancos, de muita serventia para apreciar a vista para a parte mais moderna da capital chilena.
Passando a parte mais moderna de Santiago, o Parque Bicentenário possui atrações para a família toda. Diversas esculturas estão espalhadas pelo local, uma delas é a La Búsqueda, ou A Busca. O parque Bicentenário possui áreas recreativas, trilhas de corrida e caminhada, água potável disponível e aparelhos de ginástica. Além disso, peixes e aves embelezam o lago artificial.
O rio mais importante para a cidade de Santiago é o Mapocho formado pelo degelo da Cordilheira dos Andes. Ao circular pela capital chilena, inúmeros são os pontos onde podemos observar o curso do rio através de pontes ou das próprias avenidas.
Como se pode ver, muitos são os pontos interessantes de se conhecer na cidade. A capital chilena é rica em história, cultura, gastronomia e muito mais.
Fotos: 2013
Texto: 06 de setembro de 2020
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